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02/09/2013

Consumo de álcool antes da primeira gravidez aumenta o risco de câncer de mama

Consumo de álcool antes da primeira gravidez aumenta o risco de câncer de mama

A bebida alcoólica já havia sido relacionada anteriormente à doença, mas nova pesquisa revelou que o período entre a primeira menstruação e a primeira gravidez pode deixar a mulher mais vulnerável ao câncer

Mulher e álcool
Bebida perigosa: Beber mais de duas doses de álcool por dia aumenta em mais de 30% o risco de câncer de mama(Thinkstock)
Embora estudos científicos já tenham associado o consumo de bebida alcoólica ao câncer de mama, um novo dado pode facilitar a compreensão dessa relação. De acordo com pesquisa publicada nesta quarta-feira, mulheres que bebem álcool no período compreendido entre a primeira menstruação e a primeira gravidez correm maior risco de ter a doença do que aquelas que passam a beber somente depois da primeira gestação. Para os autores, é possível que isso aconteça pois os tecidos mamários são particularmente sensíveis ao processo de formação do câncer. 
O estudo, feito na Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, está presente na nova edição do periódico Journal of the National Cancer Institute. Ele se baseou nos dados de 91.005 mulheres que deram à luz quando tinham de 25 a 44 anos e que nunca haviam apresentado câncer. As participantes responderam a um questionário sobre consumo de álcool e estilo de vida em 1989 e voltaram a ser avaliadas vinte anos depois.
Quantidade perigosa — Ao final da pesquisa, foram registrados 1.609 casos de câncer de mama. O estudo descobriu que mulheres que ingeriam pelo menos 15 gramas de álcool diariamente — uma quantidade equivalente a duas doses de uma bebida destilada — apresentaram um risco 34% maior de ter câncer de mama do que aquelas que nunca bebiam.
A pesquisa também concluiu que quanto maior o período compreendido entre a primeira menstruação e a primeira gravidez, mais elevado o risco de câncer de mama. Entre as mulheres que não bebiam, aquelas que levaram mais de dez anos para engravidar a partir da menarca tiveram um risco de 26% a 81% maior de desenvolver a doença em comparação com as participantes cujo período foi menor. Para os autores do estudo, reduzir o consumo de álcool durante esse período pode ser uma estratégia de prevenção contra o câncer de mama.

Para ver o vídeo desta matéria e o conteúdo pela VEJA, clique aqui

31/08/2013

Pesquisa mostra que maconha é a droga mais usada no mundo. Heroína é a mais perigosa

Pesquisa mostra que maconha é a droga mais usada no mundo. Heroína é a mais perigosa

Segundo estudo, as consequências para a saúde decorrentes do uso de drogas aumentaram 50% de 1990 a 2010

Maconha: início precoce do uso pode levar à depência química e aumentar riscos de doenças mentais
Maconha: embora seja droga mais usada no mundo, têm menos dependentes do que anfetaminas e opiáceos (Thinkstock)

Um amplo estudo sobre o uso de drogas ilícitas, publicado nesta quinta-feira no periódico The Lancet, mostrou que a maconha é a droga mais usada no mundo, embora as anfetaminas, como o ecstasy, sejam as maiores causadoras de dependência. A pesquisa apontou também a heroína como maior causadora de óbitos, trazendo as consequências mais sérias para a saúde em escala mundial.

Das 78.000 mortes atribuídas ao uso de drogas no ano de 2010, mais da metade (55%) está relacionada aos opiáceos (substâncias derivadas do ópio, narcótico extraído de papoulas), como a heroína. O documento destaca ainda o fato de que a dependência de drogas injetáveis constitui um fator muito importante de exposição e infecção pelos vírus da aids e da hepatite — em decorrência do compartilhamento de seringas e outros materiais.

Embora a maconha seja o entorpecente de maior consumo no mundo, ela apresenta um impacto sobre a saúde menor do que outras drogas, particularmente porque está relacionada a um menor índice de dependência: 13 milhões de pessoas, contra 17,2 milhões de dependentes de anfetaminas e 15,5 milhões de opiáceos.

As consequências para a saúde causadas pelos quatro tipos de drogas estudados — maconha, cocaína, opiáceos e anfetaminas — aumentaram 50% no mundo entre 1990 e 2010, particularmente devido ao aumento do número de consumidores. O estudo relata que os maiores níveis de dependência de cocaína foram encontrados nas Américas.

Drogas lícitas – O estudo afirma que o álcool e o tabagismo são responsáveis por quase 10% da mortalidade total, contra 1% das drogas ilícitas.

É preciso, no entanto, levar em conta que o número de pessoas dependentes de drogas é muito inferior ao de dependentes de álcool e tabaco, por isso eles têm um efeito mais devastador. "É evidente que a utilização de drogas ilegais provoca mais danos em nível individual que as drogas lícitas", escrevem os autores do estudo, liderado por Louisa Degenhardt, pesquisadora da Universidade de Nova Gales do Sul.


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28/08/2013

Especificidade da Contribuição dos Saberes e Práticas das Ciências Sociais e Humanas para a Saúde

Especificidade da Contribuição dos Saberes e Práticas das Ciências Sociais e Humanas para a Saúde 

Specificity of the Contribution of the Knowledge and Practices of the Social and Human Sciences to Health 


Madel Therezinha Luz
Doutora em Política. Professora Titular do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Aposentada.

E-mail: madelluz@uol.com.br



Resumo

O artigo trata de questões envolvendo a vida, a saúde e o adoecimento na sociedade atual. Tenta esclarecer as contribuições das ciências humanas e sociais na construção do campo da saúde – principalmente o da saúde coletiva – tanto em nível da pesquisa empírica como nos planos teórico e metodológico. 

Tenta mostrar que tanto categorias analíticas e conceitos como estratégias metodológicas das ciências sociais e humanas são úteis para o esclarecimento de relações entre condutas, estilos de vida, trabalho, valores culturais e o processo saúde/doença. 

Tenta também demonstrar que esse grupo de ciências tem suas próprias formas de expressão e estilo de difusão de conhecimento, que nem sempre são aceitas pelas ciências duras do campo da vida e da saúde, incluindo a medicina e a epidemiologia. Apesar de sua real contribuição para o avanço do campo, podem ser “acusadas” de falta de objetividade ou precisão. 

Os cientistas sociais da saúde coletiva têm que demonstrar, muitas vezes, que os resultados de suas pesquisas, e seu estilo de difusão, são tão científicos quanto os das disciplinas duras.

24/08/2013

Internet espalha uso de sálvia alucinógena

Internet espalha uso de sálvia alucinógena

Vídeos mostram ?viagens? de usuários da erva, usada tradicionalmente por xamãs indígenas mexicanos


Rodrigo Brancatelli - O Estadao de S.Paulo
Não demorou mais do que dez segundos para que André abrisse um largo sorriso e começasse a ver tudo rodar. O chão se mexia, a mesa andava para os lados como se fosse um caranguejo. Sentado em uma poltrona, ele enxergou no teto pequenas tortas de morango com bracinhos e perninhas. E silhuetas de seres que pareciam alienígenas. Da mesma maneira que sua realidade foi transformada para uma cena digna de uma música surreal dos Beatles, não demorou mais do que cinco minutos para que André tombasse no chão, ainda com o sorriso no rosto, mas sem entender direito o que havia se passado dentro do seu quarto.
Faz dois meses que André, designer gráfico de 27 anos, experimentou uma tragada de Salvia divinorum - única entre milhares de espécies da erva do gênero Sálvia que apresenta efeitos psicoativos, considerada a substância mais potente que existe na natureza e vendida legalmente em páginas da internet. Jura que não teve vontade de provar novamente, apesar dos sorrisos e das sensações. "É bem forte, não é nada recreativa, tipo droga de balada", diz. Mas há uma infinidade de jovens do Brasil e de outros países que estão, sim, experimentando, motivados em grande parte por milhares de vídeos e sites que propagam os efeitos alucinógenos da sálvia.
"Eu cheguei a ver os vídeos na internet do pessoal fumando sálvia e pirando. Então, eu e meus amigos resolvemos comprar para saber do que se tratava", diz Marcelo, estudante de 22 anos. Há pelo menos 6.500 clipes no site YouTube mostrando usuários de Salvia divinorum, sendo que alguns foram vistos mais de 1 milhão de vezes. "Foi uma tragada para tudo mudar, para que eu me sentisse fora do corpo. Parecia que eu estava viajando no tempo, vi várias coisas. Umas paisagens, uns animais. Uma hora, achei que minha boca tinha caído no chão. Quando me dei conta, já estava de volta, sentado na poltrona da casa do meu amigo, como se nada tivesse acontecido. É até assustador por causa disso, muito intenso e breve."
Sim, Marcelo e André falam do mesmo tipo de erva que as pessoas usam para temperar aves, peixes e outras carnes, mas de uma espécie rara e obscura que cresce no México, nas remotas montanhas de Sierra Madre Oriental.
A S. divinorum é usada tradicionalmente como medicina sagrada pelos xamãs indígenas que vivem no Estado mexicano de Oaxaca; em náhuatel, antiga língua dos astecas, ela é chamada de pipiltzintzintli, ou "a mais nobre princesa". É como se fosse a ayahuasca ou o Santo Daime, só que os efeitos duram bem menos tempo e podem ser comparados aos estados alucinógenos do LSD.
Para os mazatecas, povo indígena de Oaxaca, a S. divinorum oferece numerosas aplicações terapêuticas - os xamãs mascam folhas para entrar em contato com os deuses e infusões são ministradas em cerimônia, usadas para combater depressão, diarréia, dor de cabeça, reumatismo e anemia. Ainda não há registros de problemas de saúde atribuídos ao uso da droga, mas as conseqüências da ação da planta no organismo foram pouco analisadas até o momento. O princípio ativo, salvinorina A, está sendo aos poucos estudado pela indústria farmacêutica no desenvolvimento de remédios para o tratamento da esquizofrenia e dependência química.

Para saber mais, clique aqui.

23/08/2013

Nugtella – A nutella com maconha


Nugtella – A nutella com maconha

nugtella1
Empresa vende nutella misturada com maconha medicinal nos EUA

Sim é isso mesmo, nutella com maconha. Se a tradicional já era difícil de resistir imagine essa!
A Organicares, um dispensário de Maconha na Califórnia lançou um produto que mistura nutella e maconha medicinal. A Nugtella combina o óleo retirado da cannabis com o famoso doce feito com avelã e chocolate, sendo mais uma opção para o tratamento medicinal utilizando a maconha.
nugtella nutella maconha
O produto só pode ser comprado e consumido legalmente por aqueles que possuem autorização do Estado americano da Califórnia para usar maconha para fins medicinais.


O que acham da ideia?




Fonte: Smoke Buddies
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