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21/06/2013

Mais da metade dos adolescentes brasileiros já provou bebida alcoólica

Mais da metade dos adolescentes brasileiros já provou bebida alcoólica

Pesquisa do IBGE feita com estudantes mostra ainda que 31,7% deles tomou a primeira dose com 13 anos ou menos, e 21,8% tiveram episódios de embriaguez

Pollyane Lima e Silva
Álcool: Segundo estudo americano, ter amigo próximo que bebe é o principal fator de risco para que um jovem experimente bebida alcoólica
(Thinkstock)
Álcool, cigarro e outras drogas estão presentes desde o início da adolescência da metade dos brasileiros. Um estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que mais da metade (50,3%) desses jovens já tomou ao menos uma dose de bebida alcoólica – o que corresponde a uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de cachaça ou uísque. A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) 2012 entrevistou 109.104 estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental (antiga 8ª série), de um universo de 3.153.314, grupo no qual 86% dos integrantes têm entre 13 e 15 anos. As meninas são maioria na hora de experimentar: 51,7%, ante 48,7% entre os meninos. Os pesquisadores perguntaram, apenas aos entrevistados com 15 anos, quando havia sido a primeira experiência com bebida, e 31,7% deles responderam que a primeira dose veio antes dos 13 anos.
Também foi investigado o consumo habitual de álcool entre esses adolescentes, e 26,1% deles disseram ter bebido nos 30 dias anteriores à pesquisa, com uma participação equivalente de meninos e meninas. A forma como se consegue a bebida pode explicar o alto consumo por parte das adolescentes do sexo feminino. Cabe aos meninos, em geral, comprar o produto: 21,9% deles adquirem o álcool em mercados, lojas, bares ou supermercados – apesar de a legislação do país proibir a venda para menores de 18 anos. Elas, por sua vez, ganham sua dose geralmente em festas (44,4%) ou encontros com amigos (23%). Mas um dado que chama a atenção também é que 10,2% do total encontra bebida na própria casa.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lembra que “o consumo excessivo de bebida alcoólica na adolescência está associado a insucesso escolar, acidentes, violência e outros comportamentos de risco, como tabagismo, uso de drogas ilícitas e sexo desprotegido”. Parte dessas consequências também está comprovada no estudo do IBGE. Entre os jovens que bebem regularmente, 21,8% já protagonizaram algum episódio de embriaguez. A proporção é maior entre os estudantes da rede pública (22,5%) do que das escolas privadas (18,6%). Considerando apenas as capitais brasileiras, houve um aumento neste índice, de 22,1% em 2009 para 24,3% em 2012. Além disso, 10% deles revelam que já tiveram problemas com família ou amigos, que faltaram às aulas ou que se envolveram em brigas por causa do álcool.
Cigarro – A OMS também destaca que grande parte dos adultos inicia maus hábitos ainda na adolescência. O cigarro é um exemplo clássico. A PeNSE 2012 mostrou que 19,6% dos jovens entrevistados já fumou pelo menos uma vez. O índice é maior entre os estudantes de escolas públicas (20,8%) do que na rede privada (13,8%). Considerando-se somente as capitais, o porcentual sobe para 22,3%, mas representa uma pequena redução em relação ao estudo de 2009, quando o registrado foi 24,2%. “Isso nos permite constatar que o consumo de cigarro é maior nas grandes cidades do que no interior do país”, enfatiza Marco Antônio de Andreazzi, gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE.
Na comparação com um levantamento internacional feito pela OMS, porém, o Brasil aparece abaixo da média verificada em 41 países da Europa e América do Norte. A Pesquisa de Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (HBSC, na sigla em inglês), feita também em 2012, mostra que 24% dos jovens de 15 anos experimentaram cigarro com idade igual ou inferior a 13 anos. No Brasil, esse índice ficou em 15,4%. Já os fumantes considerados habituais no país representam 5,1% do total de adolescentes que respondeu ao estudo do IBGE. E esse número pode ser ainda maior se considerados outros derivados do tabaco, como cigarro de palha, charuto e o popular narguilé: 4,8% dos estudantes se dizem consumidores regulares desses produtos.
O mau exemplo, muitas vezes, é visto na própria família, apontado na pesquisa como “fator de risco ou de proteção para o consumo do tabaco”. No Brasil, 59,9% disseram conviver com quem fuma e 29,8% têm pelo menos um dos responsáveis fumante. Em ambos os casos, as meninas são mais vulneráveis do que os meninos, e os adultos viciados estão mais presentes entre os alunos de escolas públicas do que de privadas. E desde cedo descobrem que não é fácil se livrar da dependência da nicotina. Entre os jovens que fumaram nos 12 meses anteriores à pesquisa, a grande maioria (65,4%) já tinha tentado largar o cigarro.
Entorpecentes – O caminho às drogas ilícitas também é aberto nesta fase. Maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy já foram usados por 7,3% dos adolescentes. Neste caso, a participação dos meninos é maior (8,3%) do que a das meninas (6,4%), mas o índice continua mais elevado entre os estudantes da rede pública (7,5%) do que da privada (6,5%). Considerando apenas os entrevistados de 15 anos de idade, 2,6% começaram a usar alguma dessas drogas antes dos 13. Assim como observado no caso do cigarro, o porcentual também sobe, para 9,9%, no recorte das capitais brasileiras – e neste ponto, houve aumento de 1,2 ponto porcentual em relação a 2009.
O estudo também reforça a alta popularidade da maconha. Entre os adolescentes brasileiros que disseram ter usado droga ilícita ao menos uma vez na vida, 34,5% fumaram maconha. É mais do que o dobro do índice verificado no estudo HBSC, da OMS, segundo o qual 17% dos jovens de 15 anos entrevistados em 41 países afirmaram ter provado maconha. Já o crack foi experimentado por 6,4% desses jovens. De todos os estudantes entrevistados, 0,5% disseram ser consumidores atuais da pedra. “Esse índice representa mais de 15.760 adolescentes, o que é bastante expressivo, considerando-se que o crack é uma droga muito agressiva”, destaca Andreazzi.
Sexo – A iniciação sexual também acontece cedo: 28,7% dos estudantes não eram mais virgens na data da PeNSE (realizada entre abril e setembro de 2012). Entre os meninos, a proporção é duas vezes maior do que no grupo de meninas – 40,1% ante 18,3%. A pesquisa mostra que, se o sexo começa cedo, pelo menos a preocupação com o sexo seguro não está esquecida. Setenta e cinco por cento afirmam ter usado preservativo na última relação sexual, índice que se manteve praticamente inalterado na comparação com o levantamento anterior. A orientação sobre o tema também se mostra satisfatória. Quase 90% dos entrevistados disse ter recebido informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e aids na escola, tanto na rede pública quanto na privada.

Artigo completo da Veja, clique aqui.

18/06/2013

Liberação medicinal da maconha não induz uso em adolescente, diz estudo

Liberação medicinal da maconha não induz uso em adolescente, diz estudo.

Economistas de três universidades americanas analisaram dados sobre o consumo de maconha por adolescentes entre 1993 e 2009 e descobriram que, apesar de o uso ter crescido desde 2005, não há evidências entre a legalização da marijuana para fins medicinais no país e o aumento do vício entre alunos do ensino médio.
Homem manipula plantação de maconha com fins medicinais em Denver, no Colorado, estado onde o uso é aprovado para aliviar a dor. Só no condado de Denver, um a cada 41 moradores, ou 600 mil pessoas, está registrado como paciente medicinal de maconha (Foto: Rick Wilking/Reuters)

Os pesquisadores das universidades do Colorado, em Denver, do Oregon e de Montana examinaram dados nacionais de estudantes que participaram da Pesquisa de Comportamento de Risco Juvenil, que integra informações de 13 estados – Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Maine, Nevada, Oregon e Washington – no período em que cada um legalizou a maconha para uso terapêutico.
Outros 17 estados e o distrito de Colúmbia, onde fica a capital dos EUA, Washington D.C., já têm leis desse tipo. Em outros sete estados, a legislação sobre o tema ainda está pendente.
Segundo o professor assistente de economia Benjamin Hansen, da Universidade do Oregon, o resultado do estudo é importante, pois recentemente o governo federal intensificou os esforços para fechar locais onde existe maconha medicinal. O pesquisador diz que, muitas vezes os dados chegam a mostrar até uma relação negativa entre a legalização e o uso da maconha.
Autoridades federais, que incluem o diretor do escritório da Política Nacional para o Controle de Drogas, argumentam que a legalização da maconha para o alívio da dor tem contribuído para o recente aumento no consumo entre os adolescentes nos EUA. O governo tem como principais alvos as farmácias que operam em um raio de 300 metros de escolas, parques e playgrounds.
Os dados de 2011 do relatório "Monitoramento dos resultados nacionais sobre o uso de drogas em adolescentes", elaborado anualmente pelo Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Michigan, revelam que o consumo de maconha por alunos entre 10 e 12 anos aumentou nos últimos três anos, com cerca de um em 15 usuários diários ou quase diários. O relatório, citado no estudo dos economistas, entrevistou 46.700 estudantes em 400 escolas do ensino médio.
Para ver artigo completo, clique aqui.

15/06/2013

Publicidade de cigarro aumenta chances de adolescente começar a fumar, confirma estudo

Publicidade de cigarro aumenta chances de adolescente começar a fumar, confirma estudo

Segundo pesquisa, quanto maior a quantidade de anúncios de cigarro que um jovem vê, mais elevado é o seu risco de se tornar um fumante


A cada dez anúncios publicitários de cigarro que um adolescente vê, o seu risco de começar a fumar aumenta 40%. Além disso, as chances de que ele passe a fumar diariamente se tornam 30% mais elevadas. É o que concluiu um novo estudo feito no Instituto para Pesquisa em Saúde e Terapia da Alemanha que monitorou jovens não fumantes ao longo de dois anos e meio. As conclusões foram publicadas nesta quarta-feira no periódico BMJ Open.

A pesquisa começou em 2008, quando 1.320 adolescentes de 10 a 15 anos de idade que nunca haviam fumado foram questionados sobre a frequência com que haviam visto os anúncios publicitários que os pesquisadores lhes mostraram. A equipe incluiu imagens das seis maiores marcas de cigarro da Alemanha e de outros oito produtos, como de chocolates, roupas, celulares e carros.
Dois anos e meio depois, os pesquisadores perguntaram a mesma coisa aos mesmos jovens. Além disso, os participantes relataram se haviam começado a fumar e, caso a resposta fosse afirmativa, com que frequência e qual a quantidade que haviam fumado desde 2008.
De acordo com o estudo, um em cada três adolescentes afirmou ter fumado nesse período de dois anos e meio, e um em dez participantes disse ter fumado no último mês. Além disso, 5% dos jovens afirmaram ter consumido mais de 100 cigarros desde o início do estudo e 5% disseram que fumavam todos os dias.
Influência dos amigos — Os pesquisadores também observaram que o fator que exerce maior influência para que um adolescente comece a fumar é ter algum amigo que fuma. Em segundo lugar está a exposição à publicidade de cigarro – e quanto maior é essa exposição, maiores as chances de o jovem começar a fumar. Os jovens que afirmaram ter visto o maior número de anúncios de cigarro demonstraram ser até duas vezes mais propensos a fumar do que aqueles que viram menos anúncios.
"Os dados desse estudo apoiam a proibição de publicidade de cigarros, pois a exposição a propagandas de tabaco pode prever a iniciação no tabagismo", afirmam os autores.

Para ver o artigo da Veja, clique aqui.

14/06/2013

Antiretroviral prophylaxis for HIV infection in injecting drug users in Bangkok, Thailand (the Bangkok Tenofovir Study): a randomised, double-blind, placebo-controlled phase 3 trial

Antiretroviral prophylaxis for HIV infection in injecting drug users in Bangkok, Thailand (the Bangkok Tenofovir Study): a randomised, double-blind, placebo-controlled phase 3 trial.

Kachit Choopanya MD aDr Michael Martin MD b c Corresponding AuthorEmail AddressPravan Suntharasamai MD aUdomsak Sangkum MD aPhilip A MockMAppStats bManoj Leethochawalit MD dSithisat Chiamwongpaet MD dPraphan Kitisin MD dPitinan Natrujirote MD dSomyot Kittimunkong MD eRutt Chuachoowong MD bRoman J Gvetadze MD cJanet M McNicholl MD b cLynn A Paxton MD cMarcel E Curlin MD b cCraig W Hendrix MD fSuphak Vanichseni MD afor the Bangkok Tenofovir Study Group

Summary

Background
Antiretroviral pre-exposure prophylaxis reduces sexual transmission of HIV. We assessed whether daily oral use of tenofovir disoproxil fumarate (tenofovir), an antiretroviral, can reduce HIV transmission in injecting drug users.
Methods
In this randomised, double-blind, placebo-controlled trial, we enrolled volunteers from 17 drug-treatment clinics in Bangkok, Thailand. Participants were eligible if they were aged 20—60 years, were HIV-negative, and reported injecting drugs during the previous year. We randomly assigned participants (1:1; blocks of four) to either tenofovir or placebo using a computer-generated randomisation sequence. Participants chose either daily directly observed treatment or monthly visits and could switch at monthly visits. Participants received monthly HIV testing and individualised risk-reduction and adherence counselling, blood safety assessments every 3 months, and were offered condoms and methadone treatment. The primary efficacy endpoint was HIV infection, analysed by modified intention-to-treat analysis. This trial is registered with ClinicalTrials.gov, number NCT00119106.
Findings
Between June 9, 2005, and July 22, 2010, we enrolled 2413 participants, assigning 1204 to tenofovir and 1209 to placebo. Two participants had HIV at enrolment and 50 became infected during follow-up: 17 in the tenofovir group (an incidence of 0·35 per 100 person-years) and 33 in the placebo group (0·68 per 100 person-years), indicating a 48·9% reduction in HIV incidence (95% CI 9·6—72·2; p=0·01). The occurrence of serious adverse events was much the same between the two groups (p=0·35). Nausea was more common in participants in the tenofovir group than in the placebo group (p=0·002).
Interpretation
In this study, daily oral tenofovir reduced the risk of HIV infection in people who inject drugs. Pre-exposure prophylaxis with tenofovir can now be considered for use as part of an HIV prevention package for people who inject drugs.
Funding
US Centers for Disease Control and Prevention and the Bangkok Metropolitan Administration.

13/06/2013

Colombia’s capital banks on marijuana cure for hard drug addicts

Colombia’s capital banks on marijuana cure for hard drug addicts

JWYSS@MIAMIHERALD.COM


Marijuana has long been accused of being a gateway to deadlier vices. But could cannabis be a swinging door that might also lead people away from hard drugs? That’s what this capital city is trying to find out.
In coming weeks, Bogotá is embarking on a controversial public health project where it will begin supplying marijuana to 300 addicts ofbazuco — a cheap cocaine derivative that generates crack-like highs and is as addictive as heroin.
Bogota has 7,500 bazuco users among its 9,500 homeless population, said Ruben Dario Ramirez, director of the Center for the Study and Analysis of Coexistence and Security, which is spearheading the project.
Addicts are often driven to panhandling and crime to support their habit, turning pockets of this thriving city into bazuco wastelands where junkies huddle to smoke the drug. In the last three years, 277 homeless people have been murdered, he said.
For the most desperate users, the cannabis cure may be the only way out.
“People accuse us of turning bazuco addicts into marijuana addicts but that’s an urban myth,” he said. “This program is about reducing personal harm and the risks to society.”
Authorities believe that by supplying addicts with quality-controlled medical marijuana with a high THC content (the mind-altering component of marijuana) and that is specifically selected to relieve the anxiety that comes with kicking bazuco, they might be able to rescue some of them.
The idea is controversial. Critics have accused Ramirez and his colleagues of smoking their own medicine and say the project risks making city government an enabler.
“This plan is completely absurd,” said Augusto Pérez, the director of Nuevos Rumbos, a Colombian think-tank that researches drugs and addiction. “It’s as if they didn’t know that everyone that smokes bazucoalready smokes marijuana. By giving them marijuana, all they will be doing is saving the (addicts) money so they can buy more bazuco.”
Bazuco is made from the residue left over after processing cocaine and it’s often mixed with kerosene and sulfuric acid. Smoked, it provides a powerful high that’s whiplash brief. Pérez said the only thing harder to kick might be heroin. And abandoning the vice usually requires interning the addict in a treatment facility and providing intensive therapy.
“I give this program zero probabilities of working,” he said.
But advocates say the traditional medical community is stuck in its thinking.
Julián Andrés Quintero, the head of Acción Técnica Social, a non-profit that is working with the district on the initiative, said most medical professionals think of drug cessation as the only answer.
“This project is not aimed at getting people to quit using,” he said. “This is about reducing risks and mitigating the damage. We want people to quit a substance that is very, very damaging and transition to something less dangerous and which will allow them to function in society.”
Marijuana has already been used as a hard-drug alternative in Canada, Brazil and Jamaica, he said. A 2002 ethnographic study of Jamaican crack users by the dean of the Iowa College of Nursing, for example, found that of 14 women who gave up the drug, 13 attributed their success to using marijuana.
And while marijuana has been getting most of the attention in Bogotá’s drug initiative, it’s just part of the equation. Addicts will also be receiving counseling, job training, emergency shelter and other services that are already part of the city’s social safety net.
Colombia isn’t known for having liberal views on drugs. The world’s top cocaine producer, the nation has, with U.S. backing, been engaged in one of the most aggressive, bloody and expensive drug wars in the hemisphere.
But domestically, its laws can seem a bit more like Amsterdam. While smoking and selling weed are illegal, Colombians are allowed to carry small amounts of cocaine and marijuana — or what’s called a “personal dose” — and are also allowed to grow up to 20 marijuana plants for personal consumption.
There are also laws that allow marijuana and other drugs to be prescribed by doctors.
While the mechanics of growing and distributing the medical marijuana for the city’s project haven’t all been worked out, Ramirez said one idea is to create a type of match-making service, where “personal dose” home-growers provide portions of their harvest to help bazuco addicts. But the city cannot legally hand out marijuana.
Camilo Borrero is one of the driving forces behind the program and perhaps its best advertisement. Now 40, Borrero said he grew up in a family full of addicts. By the age of five, he’d had his first drink, by seven he’d smoked pot, and by 12 he was using cocaine regularly. He managed to clean up for a few years until he accidentally smoked bazuco believing it was marijuana. Within two years, he went from being a university student with his own business to living on the streets and wandering the city looking for his next fix.
In 1999, he hit bottom and decided to kick the habit. He said he cycled through almost 20 drug-treatment programs, clinics and psychiatrists but never managed to give up bazuco for more than three months. Desperate for a solution, he recalled that in his younger years he’d kicked cocaine by smoking pot. He tried the therapy again and it worked, he said. He’s been off bazuco for three and a half years, and he gives credit to his carefully regimented marijuana consumption.
“When I cured myself, I said ‘I have to share this with everyone,’” he said. “My life began three and a half years ago.”
Borrero’s company, Cannamedic, grows medical-quality marijuana to make pomades and oils for arthritis, among other products. Cannamedic will also be one of the cannabis growers for the city’s program.
Quintero, with the Acción Técnica non-profit, said the first phase of the project needs to be successful to silence the critics. He has a tattoo running down his right arm that reads: “Nice people take drugs.” It’s his answer to those who criticize the initiative on moral and ethical grounds.
“For us,” he said, “there’s nothing more ethical than offering someone a solution who has never been able to find one before.”

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